quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Petróleo

Vasculhando coisas antigas no armário, acabei por encontrar quase um ano de revistas SuperInteressantes de períodos próximos a 2007, nesse tempo, eu não estava interessado em reportagens nem notícias do mundo. Mas agora percebo que a importância deveria ter sido dada naquele tempo.  Escohi então uma reportagem para falar aqui, não é a entrevista completa, pegarei as partes que mais me interessam:

Tarados por Petróleo
O joranalista Edwin Black desvenda a conspiração industrial que fez o planeta abandonar veículos elétricos para se viciar em gasolina. Por Eduardo Szklarz

Carros movidos a eletricidade ou hidrogênio causam sensação em salões deautomóveis mundo afora. Inteligentes, silenciosos e, principalmente, ecologicamente corretos, eles representam o supra-sumo da energia limpa que promete aliviar o planeta dos combustíveis fóseeis e, por consequência, nos salvar do apocalipse do aquecimento global. O segredo do milagre, dizem as montadoras, são anos e anos de pesquisa em novas tecnologias.

Na verdade, nem tão novas assim. O carro elétrico, por exemplo foi inventado nos anos 1830 - e, na virada do século 20, cerca de 90% da frota de táxis que rodaca em Nova York era movida a bateria e os bondes elétricos proliferavan ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Células de combustível que eram capazes de produzir energia a partir do hidrogênio também já existiam 150 anos atrás. Mas, se essas opções estão disponíveis há tanto tempo, como é que o mundo terminou em diesel e gasolina?

Boa pergunta, não acham? Eduardo Szklarz continua:

O jornalista americano Edwin Black desvenda essa história no livro Internal Combustion ("Combustão Interna", sem tradução para o português). Indicada ao Pulitzer, o prêmio máximo do jornalismo, a obra mostra como cartéis do transporte e oligarcas do petróleo se uniram a governos ocidentais para abortar as tecnologias limpas e atrelar a humanidade à era da fuligem.

Virando a página, temos a entrevista:

Como o transporte mundial se tornou dependente de petróleo?

Temos de voltar ao fim do século 19, quando quase todos os carros eram elétricos. É claro que na época eles não eram considerados veículos alternativos, mas o resultado do monopólio de uma empresa chamada EVG [Companhia de Veículos Elétricos], dona de táxis e estações de recarga. A EVG era poderosa e queria impedir firmas independentes de produzir carros a gasolina, provessando-as por infrigir patentes. Mas, após anos de disputas judiciais, a EVG resolveu se juntar às montadoras de carros a gasolina que formavam a Alam [Associação de Fabricantes de Automóveis Licenciados], criando um megamonopólio que controlova a fabricação de bicicletas, baterias, caros elétricos e de combustão. Foi então que reslveu-se abandonar a recnologia elétrica em favor do motor de combustão.

Por que eles tomaram essa decisão?

A EVG e a Alam achavam que o motor de combustão atrairia mais os homens, /diziam que o automóvel elétrico era silencioso demais, parecia uma mulher - e eles queriam um "carro musculoso". O plano era vender os carros a combustãi a uma valor muito alto, só para ricos. Até que um fabricante de Detroit resolveu seguir seu próprio caminho. Era Henry Ford, que planejava produzir carros a combustão baratos - o famoso Modelo T. Ford teve de enfrentar anos de batalhas judiciais contra cartéis para conquistar o direito de produzir seus automóveis. Mas, quando finalmente ganhou a guerra nos tribunais, percebeu que os EUA estavam se tornando um lugar sujo com a fuligem gerada pelos motores a gasolina. Houve então uma nova reviravolta: Ford se uniu ao cientista Thomas Edison em um projeto para produção de um Modelo T elétrico barato. Acessível a todos.

Passagem que ficou marcada na fala do entrevistado Edwin Black:

"OS FABRICANTES ACHAVAM QUE O CARRO ELÉTRICO ERA SILENCIOSO DEMAIS E PARECIA FEMININO. COM O MOTOR A GASOLINA QUERIAM ATRAIR HOMENS."

O que impediu o sucesso do projeto de Ford e Edison?

Uma aparente sabotagem nas naterias. Elas saíam em boas condições da fábrica de Edison, em Nova Jersey, mas não funcionavam quando chegavam à Ford, em Detroit. Em 1914, quando tentava fazer uma bateria à prova de manipulações, seus laboratórios foram destruídos por ummisterioso incêndio. Esse prejuízo se somou à 1ª Guerra Mundial, quando o motor de combustão se militarizou: ele  movia tanques, aviões e barcos. Navios movidos a petróleo eram muito mais rápidos que os movidos a carvão,por exemplo. A guerra acabou representando ummarco para a transição aos derivados do petróleo.

Agora vem a pergunta que muitos como eu fariam ao jornalista:

Naquela época, o debate sobre ecologia e aquecimento global inexistiam. O petróleo era mais barato que a eletricidade e parecia abundante. Pensando assim, a opção pelo óleo não seria óbvia?

Não. Isso não é verdade. As pessoas se organizam em movimentos ambientais desde o século 17. Eles começaram na época da exploração do carvão e nunca pararam. No início do século 20, jornais mostravam que a graxa e o óleo estavam contaminando os rios Parte da razão pela qual Henry Ford optou pela eletricidade foi para se livrar dos problemas ambientais dos carros a gasolina. Em 1912, revistas já advertiam que era preciso buscar fontes alternativas devido à escassez e aos crescentes preços da gasolina.

A entrevista continua, mas, por hoje é só. Site do jornalista Edwin Black


 
 
 
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Operário - De Brad Anderson

Você conhece Brad Anderson?
 
Aqui no Brasil especialmente, eu observo que as pessoas que assistem a filmes não se preocupam muito em gastar um pouco do hipocampo para guardarem memórias declarativas, como o nome do diretor de algum filme. Pois bem, eu também fui assim um dia. Quando descobri que meu hobbie tratava-se de assistir a filmes, a única coisa que me vinha à mente para entrar de vez no mundo do cinema era decorar apenas o nome de atores e atrizes. Isso também aconteceu com novelas. Já não gosto de novelas mas acontece de me lembrar de algum trabalho de determinado ator/atriz.

Descobri, então, que tão importante quanto o elenco, a equipe técnica também era. Roteirista, produtor, co-produtor e o próprio diretor passaram a ganhar mais a minha atenção.
Enfim, você viu o tópico "O Operário - de Brad Anderson" e deve ter assistido ao filme em que Christiam Bale protagoniza. Sim, o Batman. Nesse longa, o Homem-Morcego está 28 quilos mais magro. Bale está na lista de atores que mais sofreram mudanças no corpo para atuarem.
 
O filme fala de Trevor Rezink (Bale) um empregado de uma fábrica que não dorme há um ano. Ele mantém relações com uma prostituta e tenta se aproximar de uma garçonete de um café de aeroporto. Até que um dia ele conhece Ivan, um sugeito estranho que diz trabalhar na mesma fábrica que Trevor. Destraído com Ivan, Trevor acaba por causar um acidente no trabalho. A partir desse dia as coisas começam a soar insanas. Trevor então não sabe se está louco, se estão armando para ele ou se é tudo confusão de sua mente, que não forme há muito tempo.
 
Esse post com marcador "Filme da semana" funcionará como uma dica de entretenimento. Veja abaixo o triler do filme "O Operário"
 
 
O vídeo é do meu canal no YouTube. As legendas foram feitas por mim. Nada profissional
 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

04:51 e mais um Blog

O início

Na verdade, esse não é o meu primeiro Blog. Lembro-me quando tive a brilhante ideia de tentar administrar um endereço eletrônico, foi, de longe, uma experiência e tanto. Um blog de downloads de filmes. Isso mesmo, a minha primeira experiência com essa nova interface, que cada dia se torna mais acessível  aos públicos, foi disponibilizando filmes em torrent para download. O filme que eu tivera guardado no HD e que o torrent dele ainda existisse no mesmo, estava feito. Já estava postado no Blog.

Depois de um tempo eu não estava satisfeito com apenas filmes. Eu queria que meu empreendimento se tornasse geral. Foi aí que os seriados de televisão tiveram seu lugar no meu recinto eletrônico. Apenas as séries que eu, uma vez, gostei de ver pelo menos um episódio, deveria ir pro blog.
Toda essa maravilhosa ideia acontecia enquanto o megaupload fechava e S.O.P.A e o outro estabelecido, ganhavam cada vez mais espaço.
Pinei, claro. Tratei de fechar qualquer vínculo com qualquer tipo de incentivo à pirataria. Além do mais, estava no meu 3º ano do ensino médio (no começo dele) e não estava ligando muito para as disciplinas. Apesar de meu desempenho ser muito bom na escola, eu resolvi deixar o aquele tipo de blog e criar um outra perspectiva: Um blog de estudos. Pareceu-me uma nova oportunidade de manter-me online e estudando ao mesmo tempo. Mais uma vez, os assuntos que iam parar nas minhas páginas digitais eram somente matérias de meu interesse, que por sinal são: Física, química e matemática. Acabou com a matemática não fazendo parte das páginas e a biologia ganhando espaço. Não sei o porquê. Acredito que o motivo era a extrema facilidade com a ciência dos cálculos e uma ligeira dificuldade na ciência biológica. Assim devo ter resolvido revisá-la.
Passados poucos meses, o rítimo caiu, minha performance como blogueiro não funcionava tão bem. O blog ainda existe, clique aqui para vê-lo, mas não há uma atualização há tempos.
Depois do blog das exatas (pelo menos em parte) resolvi criar um para a área de humanas. Não sei para que. Acredito que cheguei a escrever um rascunho de algum assunto de história e logo vi que paciência havia se esgotado.
Meu hobbie por filmes não havia morrido, apenas o blog sobre. Porque não criar um sobre notícias do cinema e da TV? Parecia fantástica a ideia. Poderia até vingar e quem sabe fazer dinheiro com propagandas do google. Estava errado. Acho que já deveria saber. Enfim eram 04:51 quando comecei a escrever isso aqui achando que também ia dar em nada. Sempre pensei em escrever sobre alguma experiência própria, mas por pura ignorância e machismo sempre achava coisa de mulher na internet.